sábado, 16 de outubro de 2010

' AMOR" S2 Reflexão

O AMOR


O que é o amor?

Numa sala de aula haviam várias crianças. Quando uma delas perguntou
à professora:


- Professora, o que é o amor?

A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura
da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do
recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio
da escola e que trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento
de amor.


As crianças saíram apressadas e ao voltarem a professora disse:

- Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.

A primeira criança disse:


- Eu trouxe esta flor, não é linda?

A segunda criança falou:

- Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou
colocá-la em minha coleção.

A terceira criança completou:

- Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho
junto com outro irmão. Não é uma gracinha?


E assim as crianças foram se colocando. Terminada a exposição
a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta
o tempo todo.

Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido. A
professora se dirigiu a ela e perguntou:

- Meu bem, porque você nada trouxe?


E a criança timidamente respondeu:

- Desculpe professora. Vi a flor e senti o seu perfume, pensei
em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse
por mais tempo. Vi também a borboleta, leve, colorida! Ela parecia
tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la.


Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas ao subir na
árvore notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo
ao ninho.


Portanto professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação
de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da
mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe?


A professora agradeceu a criança e lhe deu nota máxima, pois
ela fora a única que percebera que só podemos trazer o amor
no coração e não em nada físico".

Nós
, homens e mulheres somos como aquelas crianças temos que levar
vantagem em tudo , não importa a dor que ou a quem causamos
, sejam nos negócios , no super mercado , com um vizinho , no
trânsito ,

buscamos sempre a nota máxima da esperteza e da .... "EU FIZ
, EU ACONTECI , EU , EU , EU...." .

Lembre-se
que Deus lhe deu o mais puro dos sentimentos e o mais nobre
de todos os dons , tire a nota máxima na escola da vida , aos
olhos dEle . Jesus um dia falou ... "em verdade vos digo que
quem não

receber o reino de Deus como criança , de maneira nenhuma entrará
nele" (Mc 10:15)

domingo, 10 de outubro de 2010

"Consciência e Responsabilidade"

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA PARA A FORMAÇÃO DE CIDADÃOS CONSCIENTES

Pouco contato dos pais com os filhos no dia-a-dia pode prejudicar a formação cidadã da nova geração.


A família deve ser a principal responsável pela formação da consciência cidadã do jovem e também apoio importante no processo de adaptação das crianças para a vida em sociedade. Uma boa educação dentro de casa garante uma base mais sólida e segura no contato com as adversidades culturais e sociais, características do período de amadurecimento. A ausência familiar gera graves conseqüências na formação, alimentando valores egocêntricos, que levam os mais jovens ao mundo do vício e das futilidades.

No entanto, desde o início do processo de industrialização, a sociedade passa por transformações que resultam em uma postura cada vez mais individualista por parte da maioria da população jovem. O ingresso da mulher no mercado de trabalho diminuiu o tempo disponível para a dedicação aos filhos daquela que, antes, só se dedicava quase que exclusivamente à formação das crianças.

O educador Antônio Carlos Gomes da Costa, um dos idealizadores do Estatuto da Criança e do Adolescente, declara que a partir do momento em que as crianças ficam soltas na comunidade e entregues às diversões eletrônicas, há uma perda de referência em relação aos valores considerados importantes para o desenvolvimento de uma base sólida. Porém, segundo ele, não basta apenas estar presente, é preciso saber educar de forma correta. "O problema, a meu ver, não é o tempo que os pais passam com os filhos. O desafio está na qualidade dessa convivência, que deve ser marcada por um forte componente de presença educativa", diz Costa.

O educador ainda afirma que, no Brasil, a ausência dos pais na formação dos filhos é algo recorrente. "Existem muitos educadores familiares que não são pais biológicos das crianças sob sua responsabilidade", revela.

FORMAÇÃO NA ESCOLA
O pouco contato com os pais durante o dia-a-dia faz com que a responsabilidade do ensino básico da criança fique delegada à escola. Se, antes, a escola desempenhava a ação de educadora profissional, hoje, muitas vezes, desenvolve também o papel de primeira formadora da consciência cidadã dos jovens.

Quando a família não dispõe de tempo ou condições para dar a base afetiva e educadora à criança, além de iniciar a vida escolar de forma bastante fragilizada, ela pode desenvolver carências que vão além do âmbito escolar. A psicopedagoga Clélia Estil., diretora da Associação Nacional de Dislexia (AND), afirma que a falta de base familiar traz diversos efeitos negativos para a formação dos filhos. "Crianças sem base afetiva estável carregam consigo medos e incertezas sobre suas possibilidades de aprender, que se manifestam como vínculos negativos com a aprendizagem".

A escola é considerada a extensão da família e, trabalhando juntas, as duas instituições desempenham o papel de educadores. Muitas vezes, não é simplesmente a educação apenas que leva a criança a ter solidez e confiança naquilo que faz. Amor e atenção também são importantes. A especialista em psicopedagogia Sônia Küster considera a escola um espaço onde a criança pode ampliar suas relações sociais e diz que as atividades que envolvem a participação dos pais lá desenvolvidas geralmente têm boa repercussão no contexto educacional.

A omissão familiar faz parte da realidade mundial e, de acordo com Sônia, essa carência pode ser suprida com um bom clima relacional que depende muito mais da qualidade das relações do que do tempo que os pais e os filhos passam juntos. "Podemos nos fazer presentes por meio de telefonemas no meio da tarde, de bilhetes deixados em lugares estratégicos e de tarefas colaborativas para a dinâmica familiar".

Laura Bergamo

sexta-feira, 9 de julho de 2010